quarta-feira, 6 de abril de 2011

Anemia Falciforme: doença que atinge principalmente a população negra

* Por Betth Acosta Aguiar

Anemia falciforme é uma das doenças genéticas mais comuns no Brasil, porém, ainda pouco conhecida.

Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) a cada ano nasce no Brasil cerca de 2.500 crianças portadoras da anemia falciforme, sendo que, a maior parte dos doentes falcêmicos no Brasil é da população negra.

A anemia falciforme é uma doença genética e hereditária, com origem no Continente Africano. No Brasil é mais freqüente nas regiões onde a proporção de população afra descendente é maior, ou seja, no nordeste do país.

Esse tipo de doença somente há poucos anos atrás é que passou a ser detectada pelo teste do pezinho.

Percebe-se que a desinformação em relação à doença ainda está presente em nossa sociedade.

A anemia falciforme é causada por uma alteração dos Glóbulos Vermelhos do sangue, responsáveis pela retirada do oxigênio dos pulmões, transportando-os para os tecidos. Esses Glóbulos Vermelhos perdem a forma discóide, erijecem-se e deformam-se, tomando o formato de “foice”, deformando-se e alongando-se, nem sempre esses Glóbulos conseguem passar através de pequenos vasos, bloqueando-os e impedindo a circulação do sangue nas áreas ao redor. O resultado é o dano causado ao tecido circunvizinho e provocando conseqüentemente dor.

Durante a segunda metade do primeiro ano de vida de uma criança é que geralmente apareceram os primeiros sintomas da doença são: anemia crônica, causada pela rápida destruição dos Glóbulos Vermelhos; síndrome mão-pé inchaços muito dolorosos na região dos punhos e tornozelos. São mais freqüentes até os dois anos de idade; crises dolorosas, principalmente em ossos, músculos e articulações.

O tratamento pode incluir: Tratamento das infecções que são as causas mais freqüentes desencadeantes das crises de falcização; administração de ácido fólico, pois esse nutriente é muito consumido devido à hiperatividade da medula óssea. O tratamento visa assegurar que ele esteja disponível a suficiente para fabricar novas hemácias; uso de medicamentos q diminuem a viscosidade sanguínea; líquidos para hidratação do paciente; oxigênio e medicamentos antiflamatórios durante os episódios de crise dolorosa; transfusões de sangue para tratar a anemia e prevenir derrame cerebral.

O tratamento profilático visa evitar situações que possam propiciar as crises de falcização inclui:

Profilaxia das infecções, principalmente respiratórias (ao menor sinal de resfriado comum). È feita através da vacinação contra a pneumonia pneumocócica, o Haemophilus Influenzoe, a hepatite e a gripe: evitar desnutrição: tomar acido fólico diariamente; evitar situações de stress e atividade física excessiva; evitar queda da pressão arterial (hipotensão), seja por desidratação por sangramento; evitar transfusões desnecessárias que possam aumentar a viscosidade do sangue; exames com oftalmologista de rotina para descobrir precocemente a normalidades que podem ser tratadas com a coagulação a lazer e outros tipos de cirurgia ocular para prevenir a perda da visão; educação do paciente da família ; prevenir o alcoolismo.

A Anemia falciforme é um problema que dura para o resto da vida, ela afeta pessoas diferentes, de maneiras diferentes e não segue nenhum padrão fixo.

As pessoas com anemia falciforme têm que agendar suas consultas com o Hematologista de forma regular.

A presença de quaisquer dos sintomas acima relacionados, a pessoa deve procurar o médico imediatamente.

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