quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
CUFA realiza projeto BATE-LATA em Dourados
As atividades do Bate-Lata acontecem aos sábados, das 14h às 16h e atendem cerca de 15 crianças, entre 3 e 14 anos de idade. O professor Fernando, responsável pelas aulas, diz que, a idéia é conseguir que as crianças produzam música de qualidade usando para isso apenas latas. É a CUFA promovendo o bem através da cultura, pois “onde há música não pode haver maldade” (Miguel de Cervantes).
Camilla Silva e Silva – Coordenação de Comunicação
Colaboração: Claudinéia Oliveira.
PROJETO MARIA- MARIA – CUFA FÁTIMA
No dia 30/11/2010 às 14hs, aconteceu uma palestra explicativa sobre empreendedorismo Social no Clube das Mães de Fátima do Sul/MS, ministrada pelo coordenador da CUFA MS Higor Lobo Vieira e o coordenador de esportes Jonathan.
A palestra teve como finalidade apresentar quais são os objetivos e propostas da CUFA e mostrar a relevância do papel que a CUFA tem com a comunidade.
Participaram da palestra as mulheres que freqüentam o clube de mães, juntamente com as coordenadoras do Clube – Neide e Cida, a coordenadora da CUFA FÁTIMA – Rafaela Bruna Teixeira e a coordenadora do projeto MARIA-MARIA – Renata Gonçalves e também tivemos a ilustre presença do vereador Bebeto.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Escolinha de Basquete de Rua
BASQUETE DE RUA
Você curte basquete de rua? Não sabe onde jogar? A Central Única das Favelas está realizando aos sábados e domingos, às 18h no Parque Antenor Martins, as atividades do Projeto Basquete de Rua. A ação conta, principalmente, com a participação da comunidade local, que se beneficia com atividades esportivas que proporcionam lazer e saúde.
Foi através dessa iniciativa, que o Núcleo de Esportes da CUFA conseguiu formar três equipes profissionais de basquete, uma no Jardim Flórida e duas no Parque das Nações Segundo Plano. Os times competem entre si no campeonato municipal e o vencedor conquista a vaga para participar do Circuito Estadual da Liga Internacional Basquete de Rua (LIIBRA). Mas a vontade dos nossos atletas não para por aí, eles treinam pesado para chegar ao Circuito Nacional e finalmente ao Mundial.
E para você que não curte basquete, a CUFA oferece outras atividades esportivas como: vôlei, xadrez, futebol e artes marciais. Não fique aí parado, faça parte da nossa equipe! Pratique esportes!
Alunos da Escolinha de Basquete de Rua - Parque da Nações II
Camilla Silva e Silva
CUFA - Comunicação
Tels: (67) 92583321 / 81172951
E-mail: camilla.douradosms@gmail.com
msn: camilla.douradosms@hotmail.com
Twitter: camillasesilva
Skipe: casi.silva
segunda-feira, 31 de maio de 2010
CUFA na ExpoGeo
domingo, 30 de maio de 2010
Oficina de Bate Lata começou!
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Marque na sua agenda: CUFA Dourados realizará projeto de percussão orgânica

A oficina surge com o objetivo de por meio da musica produzida pelos proprios alunos gerar um processo de reconhecimento e auto estima, tendo os alunos como principais atores da ação. Além das aulas de percusão os alunos estarão confeccionando os instrumentos e recebendo noções de ritmo com o professor Fernando Rodrigues.
Desde 2008 a CUFA Dourados realiza as mais diversas atividades na cidade, desde intervenções de basquete de rua até oficinas de break e grafitti, com essas oficinas muitas vidas foram modificadas e tiradas do crime e das drogas, o que é o grande objetivo da instituição.
A CUFA - MS realiza diversas oficinas pela cidade, todas com o intuito de educar e trazer cultura para as comunidades carentes da cidade, muitos frutos dessa oficinas já foram colhidos, um exemplo é o grupo Brô Mc's que foi criado a partir das oficinas de hip hop que são ministradas na Aldeia Jaguapiru.
Serviço:
O que: Oficinas depercussão orgânica
Onde: Bairro Estrela Porã - Dourados MS
Quando: Todo sábado a partir das 14 horas
segunda-feira, 17 de maio de 2010
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Central Única das Favelas
Conselho Nacional
15 de maio de 2010
Na última quinta-feira, 14, a CUFA tomou conhecimento que um cidadão morador de Carapicuíba, vem se apresentando como “presidente” da Central Única das Favelas desta cidade, com práticas totalmente opostas às adotadas pela CUFA. O Conselho Nacional desta organização declara que não existe base oficial de trabalho da CUFA na cidade de Carapicuíba no Estado de São Paulo.
As bases oficiais da Cufa estão apresentadas no seu sitio virtualwww.cufa.org.br, e as mesmas podem ser visitadas em seus devidos endereços para confirmação dos trabalhos e veracidades das ações desenvolvidas.
Dessa forma, declaramos falso e com nenhuma ligação com esta organização o email enviado por esse senhor. Com o assunto: “diga não ao Netinho de Paula no Senado Federal” enviado em 12 de maio de 2010 na rede virtual militantespoliticos@yahoo.com.br.
A CUFA não participa de campanhas partidárias e tão pouco promove campanhas de apoio ou rejeição a qualquer candidato. Afirmamos que a partir deste momento estamos entrando com medidas judiciais cabíveis em relação a esse fato.
Aproveitamos para reforçar o respeito e amizade que temos para com o Vereador Netinho de Paula, lembrando que qualquer candidatura de um (uma) afro-brasileiro (a) é motivo de orgulho para esta organização da qual desenvolve ações para que a igualdade no campo social, político e econômico sejam de fato um cotidiano brasileiro.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
BRADAN 2010, que comecem as batalhas!
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Por Ana Ostapenko
Fotos Goldemberg Almeida
Incorporar a música; senti-la na alma; e começar a dançar. É assim que os Bboys Wildenis, King Wild, 23, e Mario, Rockabros, 18, vêem sua arte. Eles são os vencedores da edição 2009 do Break Dance Brasil, o BRADAN, primeiro festival nacional de break promovido pela Central Única das Favelas - CUFA, que levou ao Rio de Janeiro bboys de todo país em busca do titulo nacional.
Eles dançam a quatro anos, são tradicionalistas no estilo locking, seu maior ídolo é o precursor da dança, James Brown, e tem como maior sonho um dia ir ao Bronx, Nova Iorque, o berço do break. E o melhor, dizem tudo isso com um brilho nos olhos. Aquele brilho que só vemos em quem sente paixão pelo que faz, mesmo que essa arte não gere renda a eles.
Mario me dá uma aula de break contando toda a trajetória dessa dança, e como ele se apaixonou por ela em um dia vendo um menino dançar na escola em que estudava, “foi paixão a primeira vista”. Embora ele não tivesse a ginga necessária, se esforçou e aprendeu os primeiros passos, e a partir daí entraria no mundo da dança que hoje dita seu estilo de vida, pois segundo ele, é um bboy 24 horas por dia. Will, mais comedido, também concorda com isso. Ele dança há mais tempo, num tempo onde não havia vídeos para se espelhar, nem vídeos, apenas parcos exemplos como seu primo,o incentivador do dançarino.
Com o advento da internet, o acesso ficou muito mais fácil a novas técnicas de dança. O aprimoramento é constante e sempre há algo a aprender, desde novos giros, passos, e performances, como também em encontrar músicas adequadas para as batalhas, que é como eles chamam os encontros onde os bboys disputam pelo melhor desempenho na pista de dança.
O BRADAN foi um capitulo à parte na vida desses meninos. Foram 21 horas de viagem dentro de uma van de Dourados à cidade do Rio de Janeiro, e chegaram lá no dia da competição e não tiveram muito tempo pra descansar. Quando chegaram ao local da competição, o frio na barriga veio, mas a vontade de mostrar sua arte era maior ainda e eles seguiram pra luta.
Foram três batalhas de 4 a 6 minutos até a grande final que durou 8 minutos, e 2 eternos minutos de decisão dos jurados. Eles se diziam contentes em ter chegado até ali. Disputar uma final então... O segundo lugar já era de bom tamanho, uma vez que eles disputaram com as duplas da casa. A surpresa foi enorme quando todas as mãos do júri apontaram pra eles. Mario conta que demorou a “cair a ficha”, pois nunca tinha participado de um campeonato daquela magnitude, e Will não sabia o que fazer quando presenciou essa cena. E, sim, para eles foi a glória.
Junto com o prêmio veio o reconhecimento da dança aqui no estado de Mato Grosso do Sul. Na escola em que eles dão aula os alunos se orgulham dos professores que tem e se empenham ainda mais para um dia tornarem-se grandes bboys.
Esse ano tem a segunda edição do BRADAN, e os bboys estão ansiosos para fazer o seu show nas pistas do Estado e claro na grande final,que este ano será em Cuiabá-MT, os atuais campeões pretendem dançar muito pra garantir o bicampeonato,pois eles sabem que não é fácil, mas mesmo assim são enfáticos: “Dançaremos até o fim”.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Conheça os artigos produzidos pelos Colunistas da CUFA
Por Fernanda Quevedo
A seção de Colunistas do portal da CUFA esta com novos artigos. O fato é que membros da organização estão produzindo semanalmente textos com o mais variados temas que vão desde opiniões sobre o meio ambiente, questões raciais, e até maioridades penal, e que têm tudo ver com o cotidiano dos Cufistas. A idéia é que estes expressem um pouco daquilo que a CUFA pensa, sente e percebe.
Para ler todos os artigos já publicados clique AQUI!
Confira os artigos publicados recentemente:
Ederson Deka – CUFA MT
Título: O Retorno é possivel
Francisco José Pereira (Preto Zezé) – CUFA CE
Título: O Protocolo da Favela
Manoel Soares – CUFA RS
Título: Coração Maduro
Giovanni Nobile Dias – CUFA Paraná
Título: Disputa
quarta-feira, 14 de abril de 2010
CINECUFA - DA PERIFERIA PARA O MUNDO

Por Cristiana Richard
A partir de uma palestra de Cacá Diegues no Fórum Permanente da Cufa, é despertado o interesse pelo audiovisual. Foi percebido que o hip hop é importante, mas não poderia ser a única referência. A missão era maior, era contribuir para que os jovens se organizassem ainda mais sem abrir mão de seus protagonismos. E assim em 2004 é criado oficialmente o primeiro Núcleo de Audiovisual da Cufa, situado na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro.
O curso de audiovisual conta desde sua criação com os mais renomados professores da área, como Cacá Diegues, Ivana Bentes, Rafael Dragaud, Paula Lavigne e Silvio Tendler, entre outros. Permite que jovens façam seus filmes com uma visão da favela, de como a periferia vê o mundo. Também é uma porta a mais para estes jovens no mercado de trabalho, como a parceria com a produtora “Luz Mágica”, de Cacá Diegues.
O núcleo de audiovisual da Cufa que reúne diretores, produtores, técnicos e roteiristas, em sua maioria, formados pela instituição, é internacionalmente reconhecido pelo premiado documentário "Falcão - Meninos do Tráfico", de Celso Athayde e MV Bill.
Renata Athayde é uma ex aluna do curso de audiovisual e hoje trabalha na produtora “Aquarela Filmes”, no Rio de Janeiro. Renata conta que o mais importante para ela no curso foi a oportunidade de colocar em prática o que se aprende – “os alunos começam a ter uma noção do que realmente é produzir, filmar e dirigir. É uma tremenda responsabilidade e de fato uma grande chance.” Renata diz também que todos deveriam aproveitar a oportunidade única – “acho que os alunos do curso devem tirar proveito de todas as aulas e principalmente dos professores do curso que são profissionais que atuam diariamente nesse mercado e tendem a passar todas as experiências, o que pode acontecer até mesmo de trabalharem juntos em algum projeto no futuro.” Criar o Festival Internacional de Cinema - o Cinecufa, foi uma maneira de atender a demanda destas produções do curso, foi uma porta de saída. O festival também tem o propósito de mostrar aos jovens o que está sendo produzido no mundo todo, servindo de referência para estes jovens. Com o movimento do Cinema Novo na década de 50, um cinema mais realista, a favela foi retratada diversas vezes. Mas a proposta do Cinecufa é inverter esta posição, com a favela mostrando por ela mesma seu retrato, contando sua história e o que pensa do mundo.
O Cinecufa impulsionou a expansão das Cufas internacionais, haja vista que o festival recebia produções de favelas do mundo todo, percebeu-se a necessidade da Cufa no exterior. A Cufa internacional hoje está presente em mais de dez países, entre eles: Áustria, Itália, Estados Unidos, Bolívia e Colômbia.
O Núcleo de Audiovisual da Cufa inspirou outros projetos de cinema, além do CineCufa do Rio de Janeiro. Existe a mostra itinerante “Ver Favela”, RJ, que exibe produções feitas pelos alunos nas comunidades; “Cine Periferia Criativa”, DF, que é uma mostra de vídeo que tem como objetivo difundir a cultura da periferia; “Cine Teles Pires”, MT, que visa a democratização do acesso a obras audiovisuais, com ênfase na produção brasileira; “Cine Crioula”, MA, que está em fase de construção.
O Cinecufa está em sua quarta edição onde o pré-requisito para exibição é a favela ser a protagonista. O festival acontece no Centro Cultural do Banco do Brasil – RJ em julho, com entrada gratuita. Para saber mais acesse o site www.cinecufa.com.br.
Favela tem voz, só precisa ser ouvida

O que os moradores das favelas pensam sobre as tragédias causadas pelas enchentes em todo Brasil nos últimos meses? O que está faltando para esses problemas não se repetirem nas próximas chuvas? O que pode ser feito para melhorar a qualidade de vida dos moradores de favelas, palafitas, periferias, assentamentos, comunidades populares e etc. A CUFA -Central Única das Favelas- quer saber o que eles pensam, quer ouvir a voz da favela, e você quer ouvir?
Com sua participação, uma pesquisa inédita será realizada pela Cufa em parceria com IBPS (Instituto Brasileiro de Pesquisa Social). Usando a entrevista como método e ouvindo 2.000 moradores de todo país, ouvindo o que eles têm a dizer sobre os temas que consideram mais relevantes e urgentes para a construção de uma Agenda Política e Social.
A pesquisa será realizada com total transparência, tendo um valor estipulado de R$ 70.000,00 (setenta mil reais). Para garantir a ação, precisamos mobilizar muitos parceiros, uma vez que não desejamos verba pública para que não haja dúvidas sobre o resultado. Ajude-nos a ouvir a voz da favela! Contribua com o mínimo de R$ 5,00 (cinco reais) diretamente na conta do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social, e mande sugestões de temas e perguntas para o e-mail pesquisacufa.ibps@cufa.org.br.
Informamos que a pesquisa será iniciada a partir da obtenção do valor integral.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Através de Oficinas da CUFA-MS, grupo indígena lança CD

sexta-feira, 9 de abril de 2010
Oficinas na Aldeia


A Central Única das Favelas de Dourados retoma oficinas culturais na Aldeia Indígena Jaguapirú-Bororó.
Ao longo do ano de 2009 diversas ações foram realizadas na Aldeia indígena pela CUFA Dourados entre elas, palestras, seminários, shows e oficinas culturais, como aulas de MC e Break para jovens indígenas.
As oficinas têm como objetivo levar a cultura Hip Hop como uma ferramenta de acesso e meio de divulgar as manifestações artístico-cultural dos indígenas para sua comunidade, bem como para os não índios, de forma a combater preconceitos e estereótipos dos não índios para com os indígenas, ato este percebido com freqüência na cidade. Nesse sentido as oficinas visam trabalhar além dos formatos do Hip Hop conhecidos e assimilados pelos jovens da Aldeia, como também trabalhar com elementos culturais dos índios, mostrando a fusão das culturas e possibilitando um diálogo transformador na realidade e na auto estima desses jovens. Na dança está sendo trabalhado o Breaking em conjunto com o guaxiré dança típica indígena, o que tem gerado forte impacto dentro e fora da aldeia. A oficina de MC trabalha na fusão da língua portuguesa com o guarani, lendas, mitos e luta dos povos indígenas, algo que traz toda a representatividade do grupo.
Recentemente foi lançado no Festival Conexão Hip Hop projeto da CUFA Dourados o CD demo do grupo Brô MC´s o primeiro grupo de rap indígena do Brasil e vem fazendo muito barulho onde toca.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Escolhidos para o Globe Trotter Brasileiro
sexta-feira, 19 de março de 2010
DESAFIO DAS RUAS
terça-feira, 9 de março de 2010
HGT Dourados
Os vídeos bem como as autorizações de imagens serão postados no site do Globo Esporte. A grande final será no programa Calderão do Huck.
segunda-feira, 8 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
MULHERES DA CUFA RUMO AO CENTENÁRIO DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

“A história é nossa e nós temos que escrevê-la”
Mãe Stela de Oxossi
O Feminino no Universo da Capoeira
Observo que no versátil mundo da capoeira de hoje, vem crescendo, admiravelmente, o número de mulheres praticantes, e estas vêm cada vez mais buscando o seu papel e lugar neste meio. Mas este mundo tem crescido de uma forma desordenada em determinados aspectos, sem dar atenção ao que nós mulheres realmente precisamos. Qual é mesmo o papel da mulher na capoeira?
Nesta busca feminina, durante a história ficaram marcas de muitas dificuldades para nós, e como o universo da capoeira é um espelho dos problemas sociais, a mulher como em todos os meios, era mais uma vez excluída dos processos desta atividade. Ficando sempre nas margens das rodas, como meras observadoras. Podemos ver em vídeos antigos (cito o filme Bimba Capoeira Iluminada), mulheres somente compondo o coral da orquestra das rodas realizadas pelo Mestre Bimba. Segundo o Mestre Bola Sete no seu livro “A capoeira Angola no Brasil”, a partir dos anos 70 se iniciou uma movimentação feminina nas academias de capoeira, isto aconteceu regado de muito preconceito e descriminação da mulher.
Nas rodas de antigamente, para ter destaque, as mulheres se masculinizavam (com a famosa Maria Doze Homens), chegando até a “trocar pau” com homens o que (só assim) lhes dava mérito. Mas, a própria história da mulher negra do Brasil nos traz nomes como Dandara (a esposa de Zumbi do Quilombo de Palmares), que com sua feminilidade guerreira desafiou o a hegemonia masculina com suas atitudes e até mesmo nos combates, revolucionou e mostrou a capacidade da mulher de triunfar sem precisar se masculinizar. Muitas mulheres enquanto escravas aparecem como transgressoras, eram consideradas como uma ameaça ao colonizador branco, sendo algumas até exiladas para Angola. Tenho certeza que estas eram capoeiristas!!!
A capoeira por si já tem seu histórico de luta e sofrimento na busca da liberdade. A mulher entra ai por sua vez, e sofre repetidas vezes por ser: capoeira, pobre, mulher e, em sua maioria, negras. Podemos também aumentar esta lista, lembrando das condições de serem mães, muitas vezes solteiras, ou esposas, e donas de casa, estudantes e trabalhadoras etc. Substituindo por um só termo: GUERREIRAS!!! Apesar de tanta força, são muitas as motivações que enfraquecem a nossa permanência e promoção nessa batalha, então muitas a abandonam, diminuindo assim o número de mulheres que poderiam se profissionalizar nesta área.
São muitos os enfrentamentos, como o assédio sofrido por muitas, praticado por capoeiristas mais graduados ou não; a ridicularização por parte da sociedade de uma forma geral; a própria minimização dentro de cada grupo; relações interpessoais e as pessoais, que muitas vezes geram filhos e as forçam ao afastamento temporário ou permanente. Podemos citar também como preconceito, a velha história do sexo frágil. Pois muitos Mestres e Professores ainda têm a atitude de tratar a mulher de forma diferenciada na roda. Antes era o desrespeito não permitindo a que a mulher jogasse por muito tempo na roda, hoje a peculiaridade de formalizar: “Só joga mulher”!!! Não necessitamos disso. Isto sim é uma violência a nós e ao nosso valor enquanto participantes. A mulher tem a mesma capacidade que o homem de entrar numa roda e fazer um jogo bonito. A gente sabe fazer! Muitas fazem melhor... Quem reafirma meu discurso é o grande Mestre João Pequeno de Pastinha (Capoeira Angola-BA) que em suas palavras, afirmou: “As mulheres tinham um corpo humano, assim como o dos homens e sentem a mesma coisa que eles. Na capoeira considero as pessoas iguais.”
A mulher capoeira de hoje sabe descer ao pé do berimbau e fazer o ritual proceder, ela, por natureza tem mais tolerância, malícia, tem e deve ter o gingado doce, o sorriso no rosto que floresce o jogo e nos fazendo sorrir também ao vê-la na roda acontecer. È lindo de se ver! Mas se faz necessário que a própria mulher enxergue seu lugar na roda e se posicione conforme seu valor. Entender como acontecem diversas formas de rebaixamento feminino o que muitas vezes se passa culturalmente despercebido. Ampliar seus conhecimentos enquanto mulher capoeirista e fortalecer a sua formação política para ter uma visão ampla da condição de gênero na roda de capoeira.
Atualmente, já acontecem nacionalmente e internacionalmente ações de fortalecimento e empoderamento desta causa. Mulheres no mundo inteiro se unem, por se entenderem e se fortalecem umas nas outras e assim quebram estigmas. Somos igualmente capazes, precisamos enxergar e lutar por esta realização! Revolucionar a roda! Trazer nossos méritos, progressos e conquistas à tona pro mundo ver. Como diria a Mestra Janja (Capoeira Angola- BA) “Massa muscular não é pré-requisito para a prática da capoeira...a gente se acredita”.
Mulheres! Nós da CUFA compramos agora esta briga e fechamos assim uma forte parceria capoeira feminina. A CUFA promoverá em 2010 várias ações como encontros, palestras, eventos e projetos para nos apoiar e cada vez mais buscar a amortização destas diferenças, fazendo de nós mulheres, destaques neste universo lindo e complexo que é a capoeira! Este Universo só vai ter a ganhar. Então capoeiras fiquem atentas a nossa programação do ano 2010 que será o ANO DA MULHER NA CAPOEIRA!
Núcleo Maria Maria e CAPOCUFA


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