segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Festival é aberto ao estilo hip hop


O Parque Antenor Martins foi sede da abertura do III Festival Conexão Hip Hop que contou com apresentações de rap e break e espaço para jogos de basquete de rua e pista de skate. O evento aconteceu no domingo, 13, e marca o início de uma semana de programação com shows, oficinas, seminário e campeonatos.

Os rappers Eliton Rodrigues Correa e Marcelo Henrique do “Relatos da Periferia” se apresentaram e levaram em suas letras a realidade douradense. O objetivo das letras do rap é conscientizar e resgatar os jovens à margem da criminalidade e outros problemas sociais. Para Eliton a cultura hip hop tem papel fundamental de formação dessas pessoas.

Marcelo disse que enquanto acontece um show, enquanto as letras forem instrumento de conscientização, os crimes não acontecem. “A nossa ideologia resgata os jovens, porque nós relatamos o futuro”, falou Eliton complementando o parceiro. O “Relatos da Periferia” já se apresentou em várias cidades do estado e considera muito importante a existência de um festival de hip hop em Dourados.

Embalados pelo rap vários jovens participaram do basquete de rua. Os passes característicos da cultura hip hop empolgavam o público do Parque Antenor Martins. Julio Cezar Costa aprova o festival e afirma que ele abre espaço para difundir o basquete de rua e para que os participantes mostrem o que são capazes de fazer.

A abertura do Conexão Hip Hop encerrou o domingo com exibição do filme “A Era do Gelo 3” o primeiro programado pelo Cine Tereré. O festival acontece até sábado, 19. Os shows de encerramento e os campeonatos de break e basquete de rua também serão no Parque Antenor Martins

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O rap voltado para a comunidade indígena

O terceiro Festival Conexão Hip Hop leva oficina de Mestre de Cerimônias para a aldeia Jaguapiru. O MC é o cantor de rap, que tem como finalidade expressar a realidade em que está inserido nas suas letras. Conhecimento literário, pesquisa e noções básicas de gravação são fundamentais para desempenhar a função.

O rap é instrumento fundamental na conscientização social e na participação de comunidades menos favorecidas na sociedade. O rapper Higor Marcelo Lobo Vieira, do grupo Fase Terminal, e representante da CUFA-MS é o responsável pela oficina que acontece no NAM – Núcleo de Atividades Múltiplas- Jaguapiru, de 14 a 17 de dezembro, das 13 às 17h.

As atividades realizadas têm como finalidade desenvolver a percepção musical nos participantes. Para isso, conceitos teóricos e práticos serão ministrados. “É uma ação sócio-cultural e educacional que oferece aos jovens a possibilidade de se expressar e contar/cantar sua realidade, tornando-os protagonistas de sua própria história”, disse Higor sobre a oportunidade.

Aptidões para composição como rimas, métrica, formas de cantar, expressão corporal, musicalidade, e presença de palco serão mostrados. Além disso, será feita uma pesquisa sobre temas abordados nas letras de rap e também noções básicas de gravação de áudio.

Os interessados em participar da oficina de Mestre de Cerimônia do Conexão Hip Hop devem procurar o Nam da aldeia Jaguapiru. Informações podem ser conseguidas pelo telefone 3411-3612 ou pelo site http://www.ufgd.edu.br/proex/coc/conexao-hip-hop.