quarta-feira, 9 de maio de 2012

CUFA MS comemora mais um ano do projeto Luz do Mundo

No último dia 03 de maio foi lançado o segundo ano do projeto luz do mundo, uma parceria da Central Única das Favels de Dourados juntamente com o banco HSBC e Seminário Anna Wollerman. Uma grande festa para abrir as atividades de 2012 com cursos de qualificação, oficinas de arte, cultura e dança.


segunda-feira, 11 de abril de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Anemia Falciforme: doença que atinge principalmente a população negra

* Por Betth Acosta Aguiar

Anemia falciforme é uma das doenças genéticas mais comuns no Brasil, porém, ainda pouco conhecida.

Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) a cada ano nasce no Brasil cerca de 2.500 crianças portadoras da anemia falciforme, sendo que, a maior parte dos doentes falcêmicos no Brasil é da população negra.

A anemia falciforme é uma doença genética e hereditária, com origem no Continente Africano. No Brasil é mais freqüente nas regiões onde a proporção de população afra descendente é maior, ou seja, no nordeste do país.

Esse tipo de doença somente há poucos anos atrás é que passou a ser detectada pelo teste do pezinho.

Percebe-se que a desinformação em relação à doença ainda está presente em nossa sociedade.

A anemia falciforme é causada por uma alteração dos Glóbulos Vermelhos do sangue, responsáveis pela retirada do oxigênio dos pulmões, transportando-os para os tecidos. Esses Glóbulos Vermelhos perdem a forma discóide, erijecem-se e deformam-se, tomando o formato de “foice”, deformando-se e alongando-se, nem sempre esses Glóbulos conseguem passar através de pequenos vasos, bloqueando-os e impedindo a circulação do sangue nas áreas ao redor. O resultado é o dano causado ao tecido circunvizinho e provocando conseqüentemente dor.

Durante a segunda metade do primeiro ano de vida de uma criança é que geralmente apareceram os primeiros sintomas da doença são: anemia crônica, causada pela rápida destruição dos Glóbulos Vermelhos; síndrome mão-pé inchaços muito dolorosos na região dos punhos e tornozelos. São mais freqüentes até os dois anos de idade; crises dolorosas, principalmente em ossos, músculos e articulações.

O tratamento pode incluir: Tratamento das infecções que são as causas mais freqüentes desencadeantes das crises de falcização; administração de ácido fólico, pois esse nutriente é muito consumido devido à hiperatividade da medula óssea. O tratamento visa assegurar que ele esteja disponível a suficiente para fabricar novas hemácias; uso de medicamentos q diminuem a viscosidade sanguínea; líquidos para hidratação do paciente; oxigênio e medicamentos antiflamatórios durante os episódios de crise dolorosa; transfusões de sangue para tratar a anemia e prevenir derrame cerebral.

O tratamento profilático visa evitar situações que possam propiciar as crises de falcização inclui:

Profilaxia das infecções, principalmente respiratórias (ao menor sinal de resfriado comum). È feita através da vacinação contra a pneumonia pneumocócica, o Haemophilus Influenzoe, a hepatite e a gripe: evitar desnutrição: tomar acido fólico diariamente; evitar situações de stress e atividade física excessiva; evitar queda da pressão arterial (hipotensão), seja por desidratação por sangramento; evitar transfusões desnecessárias que possam aumentar a viscosidade do sangue; exames com oftalmologista de rotina para descobrir precocemente a normalidades que podem ser tratadas com a coagulação a lazer e outros tipos de cirurgia ocular para prevenir a perda da visão; educação do paciente da família ; prevenir o alcoolismo.

A Anemia falciforme é um problema que dura para o resto da vida, ela afeta pessoas diferentes, de maneiras diferentes e não segue nenhum padrão fixo.

As pessoas com anemia falciforme têm que agendar suas consultas com o Hematologista de forma regular.

A presença de quaisquer dos sintomas acima relacionados, a pessoa deve procurar o médico imediatamente.

quinta-feira, 24 de março de 2011

CUFA Dourados é parceira na realização do Grito do Rock Dourados


A Central Única das Favelas de Dourados é parceira na edição municipal do maior festival de Rock da América Latina, o Grito do Rock 2011.

Pela primeira vez desde que começou a ser realizado de maneira colaborativa, o Grito Rock será executado nos 27 estados brasileiros e em outros 8 países (com cidades da América do Sul e Central). Os 132 produtores cadastrados na realização do Grito Rock representam um crescimento de 65% em relação a 2010, quando o projeto conectou mais de 80 pontos.

A Grande Dourados será contemplada com sua primeira edição, alcançando de forma estimada várias modalidades do Grito. Nos dias 25, 26 e 27 de março passarão por diferentes pontos da cidade artistas e produtores independentes tanto no âmbito musical, quanto visual, cênico, circense, dentro outros.

Cerca de trinta bandas passarão pelo palco do Grito de Dourados, além de oficinas, documentários, exposições e intervenções. O Parque do lago, a Usina Velha, Praça do Cinquentenário e a Praça do Transbordo serão ocupados pelas intervenções do Grito.O passaporte para o evento está à venda a R$ 15,00, e um quilo de alimento não perecível no Satisfaction Bar, calçadão de Dourados. A justificativa do preço popular se enquadra na proposta do Fora Eixo e do Toque no Brasil de estimular a produção independente, sem priorizar lucros e arrecadações particulares.

O Grito Rock Dourados é uma promoção do Coletivo BarbariÊ, formado por artistas de rua e produtores independentes que atuam no âmbito da arte e da cultura. A realização do Festival se vincula a grande parte dos movimentos independentes de toda a Grande Dourados.

Juntamente com o Coletivo Barbariê, a colaboração vai desde a imprensa, divulgação e outras ações que pode-se realizar para que o evento seja um sucesso e um marco na cultura alternativa de Dourados.

A Associação Brasileira de Festivais Independentes, o Toque no Brasil, o Fora do Eixo, a Cufa, aEmbaixada da República Tcheca no Brasil, o Centro de Memória Jindrich Trachta, o C.A de Artes Cênicas, a Companhia Simbiose, o Coletivo Desapego Produções e o Coletivo M'Boitatá apoiam a realização do Festival.A pré-inauguração da Casa & Eventos Universitáriu’s, com capacidade para 1500 pessoas, contará com a estrutura de palco, exposição e feirinha para as três noites de festival. O espaço também, proporcionará sinal de internet wireless público fornecido pela Via Cabo-Dourados.

terça-feira, 22 de março de 2011

Projeto de cinema intinerante chega à região do Canaã I em Dourados


Dando sequencia à exibição de filmes pelos bairros da cidade o Cine Tereré, cinema intinerante criado pela CUFA Dourados chega à Região do Canaã I, a partir das 19 horas no Seminário Batista Ana Wollerman será apresentado ao público o filme Ilha das Flores, e a série Crianças Invisíveis.

Com um ano de atividade já foram exibidos mais de 50 filmes em praticamente todos os bairros de Dourados, a cada mês o Cine Tereré aporta numa comunidade diferente levando diversão e entretenimento a quem muitas vezes não tem, com essa atividade, muitas vezes vem os debates culturais, fazendo assim do morador, não apenas um mero espectador e sim um critico da realidade apresentada.

O Filme

Ilha das Flores é um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.

Este filme retrata a sociedade atual, tendo como enfoque seus problemas de ordem sociais, econômicas e culturais, na medida em que contrasta a força do apelo consumista, os desvios culturais retratados no desperdício, e o preço da liberdade do homem, enquanto um ser individual e responsável pela própria sobrevivência. Através da demonstração do consumo e desperdício diários de materiais (lixo), o autor aborda toda a questão da evolução social de indivíduo, em todos os sentidos. Torna evidente ainda todos os excessos decorrentes do poder exercido pelo dinheiro, numa sociedade onde a relação opressão e oprimido é alimentada pela falsa idéia de liberdade de uns, em contraposição à sobrevivência monitorada de outros.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Nucleo Maria Maria realiza atividades na UNEI Feminina de Dourados


O núcleo Maria Maria de Dourados, desenvolve um trabalho com as meninas que estão na UNEI Dourados, todas as semanas os encontros tratam de assuntos de interesse delas e como Drogas e gravidez na adolescência.

A atividade desenvolvida nessa tarde do dia 17/03/2011, duas internas da Unidade fizeram a leitura do texto “Gravidez na Adolescência”, após a leitura foi aberto espaço para debates e dúvidas referente ao tema, as questões colocadas pelas internas foi qual a idade que é considerada como de risco em relação à gravidez precoce? O que é um ginecologista?

Observa-se que as internas iniciaram suas atividades sexuais entre os 13 e 14 anos, e os cuidados na questão ginecológica são precários em seus locais de origem, tendo atendimento enquanto estão na UNEI-feminina.

Após esse momento de debate, foi aberto espaço para descontração com uma roda de piadas contadas e interpretadas pelas internas e bolsistas.

Segundo a coordenadora do Maria Maria- MS Elizabetth Acosta, “as adolescentes “lutam” contra a imagem de “marginais” que lhes foi imposta e que está marcada no/pelo lugar de onde enunciam, e a CUFA faz essa ponte entre as internas e o mundo lá fora”.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Bullying e a Homossexualidade no Ambiente Escolar

Por Betth Acosta Aguiar
Bullying é um termo da língua inglesa (bully= “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angustia, com objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade e capacidade de se defender, a prática do Bullying é realizada dentro de uma relação desigual de forças ou poder.
A escola é depois do âmbito familiar, o espaço de interação de crianças, adolescentes e jovens. Sendo a escola adjetivada como espaço privilegiado de construção e negociação das identidades, caracteriza-se pela diversidade e diferença. Desta forma, ela se torna um espaço propício ao estranhamento do outro, pois os/as alunos/as acabam por reproduzir discursos preconceituosos e homofóbicos enraizados socialmente, seguindo uma lógica machista e heteronormativa, fazendo com que determinado grupo de estudantes não se beneficiem daquele espaço como outros grupos não marginalizados.
Dê acordo uma pesquisa realizada em 2010, pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), foi realizado um levantamento em 500 escolas, 26,6% dos/as alunos/as entrevistados/as concordaram com a afirmação “Eu não aceito a homossexualidade”; 25,2% concordaram com “Pessoas homossexuais não são confiáveis”; 23,2% com “A homossexualidade é uma doença”; 21,1% com “Os alunos homossexuais não são normais” e 17,7% com “Os alunos homossexuais deveriam estudar em salas separadas”.
Essa pesquisa indica que a informação é a arma mais poderosa para reverter esse quadro.
Percebe-se que alunos/as, professores/as e equipes pedagógicas necessitam analisar e debater os termos e desta forma esclarecer as dúvidas e corrigir idéias pré-concebidas. Sendo na escola um local com grande diversidade de pensamento sobre o tema Homossexualidade, pode-se observar que o mesmo é carregado de dúvidas, angústias e preconceitos, e que existe dificuldade ao se trabalhar o assunto devido à resistência dos padrões morais, éticos e religiosos que muitos carregam.
O ‘Bullying Homofóbico’ é coisa antiga, mas o termo tem construção recente. É o ápice da discriminação, da ignorância e do preconceito dos quais os homossexuais são vítimas e para maior preocupação isso ocorre com freqüência nas escolas.
O bullying sofrido por homossexuais é praticado desde as primeiras séries, é direcionado a meninos mais efeminados e meninas mais masculinizadas, e os xingamentos mais comuns são: maricas, mariquinha, bicha, veado, baitola, sapatão, Maria-homem, cola velcro e tantos outros.
Faz-se necessária a conscientização de que o bullying não se restringe somente a ofensas, mas muitas vezes parte para a humilhação grave chegando à violência física.
Crianças que sofrem bullying tendem a timidez excessiva, ao isolamento social, a obesidade, ao terror noturno e como conseqüência futura podem se tornar adultos estressados, depressivos, com dificuldade em se relacionar social e afetivamente, tende também a desenvolver a síndrome do pânico e tendência obsessiva compulsiva (TOC), além de muitos outros distúrbios sociais e psicológicos. Entende-se que a homofobia e a violência contra homossexuais não surge do nada durante a vida adulta e sim é algo que vem sendo construído dentro da personalidade da criança e da forma como ela vê o mundo.
É de responsabilidade dos adultos que a rodeiam, sejam pais, parentes ou educadores que exercem grande influência sobre a personalidade e sobre os aspectos da vida social e psíquica, inclusive na formação do preconceito nas crianças.
Para Maria Luiza Silveira Teles licenciada em Pedagogia, os professores/as encarregados/as da educação sexual na escola devem ter autenticidade, empatia e respeito com o tema homossexualidade, pois se o lar esta falhando neste campo, cabe as escolas preencher lacunas de informações, erradicarem preconceitos e possibilitar as discussões das emoções e valores.
“O mundo é perigoso não por causa daqueles que fazem o mal, mas por causa daqueles que vêem e deixam o mal ser feito” (Albert Einstein).