terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Bullying e a Homossexualidade no Ambiente Escolar

Por Betth Acosta Aguiar
Bullying é um termo da língua inglesa (bully= “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angustia, com objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade e capacidade de se defender, a prática do Bullying é realizada dentro de uma relação desigual de forças ou poder.
A escola é depois do âmbito familiar, o espaço de interação de crianças, adolescentes e jovens. Sendo a escola adjetivada como espaço privilegiado de construção e negociação das identidades, caracteriza-se pela diversidade e diferença. Desta forma, ela se torna um espaço propício ao estranhamento do outro, pois os/as alunos/as acabam por reproduzir discursos preconceituosos e homofóbicos enraizados socialmente, seguindo uma lógica machista e heteronormativa, fazendo com que determinado grupo de estudantes não se beneficiem daquele espaço como outros grupos não marginalizados.
Dê acordo uma pesquisa realizada em 2010, pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), foi realizado um levantamento em 500 escolas, 26,6% dos/as alunos/as entrevistados/as concordaram com a afirmação “Eu não aceito a homossexualidade”; 25,2% concordaram com “Pessoas homossexuais não são confiáveis”; 23,2% com “A homossexualidade é uma doença”; 21,1% com “Os alunos homossexuais não são normais” e 17,7% com “Os alunos homossexuais deveriam estudar em salas separadas”.
Essa pesquisa indica que a informação é a arma mais poderosa para reverter esse quadro.
Percebe-se que alunos/as, professores/as e equipes pedagógicas necessitam analisar e debater os termos e desta forma esclarecer as dúvidas e corrigir idéias pré-concebidas. Sendo na escola um local com grande diversidade de pensamento sobre o tema Homossexualidade, pode-se observar que o mesmo é carregado de dúvidas, angústias e preconceitos, e que existe dificuldade ao se trabalhar o assunto devido à resistência dos padrões morais, éticos e religiosos que muitos carregam.
O ‘Bullying Homofóbico’ é coisa antiga, mas o termo tem construção recente. É o ápice da discriminação, da ignorância e do preconceito dos quais os homossexuais são vítimas e para maior preocupação isso ocorre com freqüência nas escolas.
O bullying sofrido por homossexuais é praticado desde as primeiras séries, é direcionado a meninos mais efeminados e meninas mais masculinizadas, e os xingamentos mais comuns são: maricas, mariquinha, bicha, veado, baitola, sapatão, Maria-homem, cola velcro e tantos outros.
Faz-se necessária a conscientização de que o bullying não se restringe somente a ofensas, mas muitas vezes parte para a humilhação grave chegando à violência física.
Crianças que sofrem bullying tendem a timidez excessiva, ao isolamento social, a obesidade, ao terror noturno e como conseqüência futura podem se tornar adultos estressados, depressivos, com dificuldade em se relacionar social e afetivamente, tende também a desenvolver a síndrome do pânico e tendência obsessiva compulsiva (TOC), além de muitos outros distúrbios sociais e psicológicos. Entende-se que a homofobia e a violência contra homossexuais não surge do nada durante a vida adulta e sim é algo que vem sendo construído dentro da personalidade da criança e da forma como ela vê o mundo.
É de responsabilidade dos adultos que a rodeiam, sejam pais, parentes ou educadores que exercem grande influência sobre a personalidade e sobre os aspectos da vida social e psíquica, inclusive na formação do preconceito nas crianças.
Para Maria Luiza Silveira Teles licenciada em Pedagogia, os professores/as encarregados/as da educação sexual na escola devem ter autenticidade, empatia e respeito com o tema homossexualidade, pois se o lar esta falhando neste campo, cabe as escolas preencher lacunas de informações, erradicarem preconceitos e possibilitar as discussões das emoções e valores.
“O mundo é perigoso não por causa daqueles que fazem o mal, mas por causa daqueles que vêem e deixam o mal ser feito” (Albert Einstein).

Um comentário:

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